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Negociações do ACT para 2026 já começaram

28/10/2025


MAIS, SBN e SBC apresentaram 20 propostas de compensação para ativos e reformados e um aumento nas tabelas de 5,7%. A Banca foi igual a si mesma: recusou todas as propostas sindicais e, como habitualmente, avançou com um absurdo 1,5% para salários e pensões
 
Inês F. Neto

A primeira reunião de negociações entre os Sindicatos dos Bancários da UGT e as instituições subscritoras (IC) do ACT do Setor Bancário realizou-se no dia 8 de outubro, e não auspiciou um processo justo e ponderado para a revisão salarial para 2026.
Embora na sua essência não tenha passado de um formalismo para a marcação do calendário – sendo decidido pelas partes encontros quinzenais –, a verdade é que a troca de propostas e contrapropostas deixou antever a predisposição das IC para não aceitarem aumentos dignos para ativos e reformados, que compensem a perda de poder de compra e os anos de trabalho empenhado e profissional.

Resolver injustiças
Os bancários no ativo e na reforma continuam a enfrentar muitos problemas, o que obrigou os Sindicatos da UGT a proporem às IC alterações mais profundas no ACT do Setor.
Assim, além dos aumentos de salários e pensões, na proposta para 2026 estes Sindicatos reivindicam outros mecanismos de compensação que permitam reconhecer e ajustar os direitos dos bancários no ativo e na reforma.

“Não aceite”
Nesse sentido, foram apresentadas 20 propostas relativas ao conjunto de problemas que urge resolver. As IC responderam “Não aceite” a todas, sem exceção, com a cegueira de quem só olha para os seus interesses e ignora os seus trabalhadores e a comunidade.
E, como cereja no topo do bolo, as IC contrapropõem 1,5% de aumento para salários e pensões, face aos 5,7% reivindicados pelos MAIS, SBN e SBC, percentagem equivalente ao previsto para o salário mínimo nacional (SMN).
Ficou claro a consideração da Banca pelos seus trabalhadores. As negociações prometem…

Tabela única
Após o formalismo da abertura da mesa negocial, na segunda reunião entre as partes – a primeira de verdadeira discussão para a revisão do ACT do Setor Bancário para 2026 –, que decorreu no dia 22, os Sindicatos deram prioridade à reivindicação da tabela única de salários e pensões.
MAIS, SBN e SBC deixaram claro às instituições de Crédito subscritoras da convenção qual é a sua prioridade: a necessária e justa valorização das pensões.

Reformados
A decisão destes Sindicatos prende-se com a urgência de aumentar justamente a pensão de muitos bancários reformados, que está quase ao nível do salário mínimo nacional (SMN).
A injustiça é ainda mais grave porque a reforma não inclui as remunerações variáveis recebidas enquanto no ativo e sobre as quais foram efetuados os respetivos descontos.
Muitas das reformas conseguidas antecipadamente beneficiaram as Instituições de Crédito (IC), que queriam a todo o custo reduzir os quadros de pessoal e não se coibiram de exercer enorme pressão sobre os bancários até estes aceitarem.
Depois de atingirem o seu objetivo, continuam a prejudicar os reformados, negando-lhes atualizações dignas das pensões.
MAIS, SBN e SBC consideram urgente corrigir esta situação, que tem gerado perda de poder de compra e degradação das condições de vida daqueles que já foram bancários e dos que, sendo bancários no ativo, estão na iminência de se reformarem.
Estes Sindicatos continuarão a defender a necessária e justa valorização das pensões.
Ou seja, para esta negociação, MAIS, SBN e SBC têm como objetivo não só alcançar um aumento justo para os bancários no ativo, mas também aumentar para patamares dignos as pensões dos reformados bancários.