
Uma profusão de cor, géneros artísticos, formas e texturas preencheram a Sala Cinzenta no regresso da exposição de trabalhos dos cursos de valorização artística. Os parabéns aos artistas foram absolutamente merecidos
Inês F. Neto
O início de junho proporcionou um duplo regresso: da exposição final das obras realizadas ao longo do ano nos cursos de valorização artística promovidos pelo Pelouro de Formação e a sua apresentação na sede do Sindicato.
A interrupção forçada pelo Covid-19 de certa forma desmotivou formadores e alunos e durante algum tempo a tradicional exposição final de trabalhos não se realizou, razão por que a mostra deste ano teve um significado
especial. “Esta é uma iniciativa que realizamos há anos, aliás com mais pompa e circunstância, mas interrompemo-la devido à pandemia e essa interrupção desmotivou-nos um pouco. Agora voltamos a realizá-la, embora ainda não com a dimensão anterior habitual”, referiu o presidente do MAIS na sua inauguração.
Apesar de limitada à Sala Cinzenta, a exposição teve a solenidade merecida, com direito ao corte de fita a assinalar a abertura. A honra coube a António Fonseca e a Tânia Maltez, que tiveram de “lutar” com uma tesoura desafiante e sem vontade de colaborar.
A coordenadora do Pelouro de Formação – de que também faz parte Mónica Gomes – sobre o qual recai a promoção dos cursos, salientou a qualidade das obras, recordando que os seus autores “estiveram o ano todo a trabalhar para nos mostrar o que aprenderam”.
Também António Fonseca frisou o trabalho desenvolvido por todos os envolvidos: “Os cursos de valorização artística são frequentados ao longo do ano e de certeza que ao chegar à exposição os alunos estão orgulhosos do que aprenderam e conseguem fazer – e nós estamos solidários convosco.” E por isso “o Sindicato continua a apostar esta iniciativa e está disponível para apoiar-vos”, acrescentou.
O presidente fez questão de afiançar aos professores, alunos e a todos os sócios que “não vamos deixar morrer esta iniciativa e garantimos que no próximo ano vamos fazer uma exposição maior.”
Belos quadros executados com diversas técnicas de pintura ou desenhados a carvão, candeeiros e outras peças em vitral, minuciosos registos, fotografias, cadeiras e pequenos móveis de madeira restaurados a parecerem novos estiveram expostos aos olhares dos visitantes, exemplos dinâmicos do cruzamento dos ensinamentos de cada curso com a veia artística de cada aluno.
A exposição foi ainda um momento de convívio entre todos: sócios, formadores, alunos e dirigentes sindicais.
No final, António Fonseca resumiu em palavras o sentimento dos presentes: “Parabéns a quem produz peças com tanta beleza e obrigado pelo vosso empenho.”
