Face à
posição hoje assumida pela administração do Banco Santander Totta (BST) quanto
ao despedimento coletivo, em tudo semelhante à do BCP, os seis Sindicatos dos Bancários
decidiram convocar uma greve simultânea nos dois bancos.
Na sequência
da reunião de hoje dos seis Sindicatos – SBN, SIB, SBC, SinTAF, SNQTB e Mais
Sindicato – com a Comissão Executiva do Banco Santander Totta, que mais uma vez
demonstrou uma total insensibilidade perante trabalhadores que durante anos deram
o seu melhor à instituição e mantendo-se irredutível em avançar com o despedimento coletivo de cerca
de 210 bancários, não resta outra opção a estes Sindicatos que não seja a
greve.
Apesar de tudo
terem feito para evitar este desenlace, nunca se furtando ao diálogo e à
negociação, apresentando soluções alternativas em cada momento, tanto no BCP como
no BST, não foi possível vencer a intransigência das administrações – e mesmo depois
de terem já reduzido cerca de dois mil postos de trabalho.
SBN, SIB,
SBC, SinTAF, SNQTB e Mais Sindicato lutarão até ao final na defesa dos
bancários. Assim, decidiram* convocar uma greve conjunta e em simultâneo no BCP
e no BST para o dia 1 de outubro.
A partir de
agora a lei estabelece que são as Comissões de Trabalhadores quem tem
competência legal atribuída para participar na fase atual do processo, devendo
todas as questões ser-lhes dirigidas.
Apesar
disso, os Sindicatos estão preparados para intervir, assim e se o processo
avançar. Os associados devem remeter aos respetivos Serviços Jurídicos todas as
formulações que forem enviadas às CNT, para que possam estar munidos dos
elementos essenciais ao cabal conhecimento do processo.
Estes
sindicatos convocam todos os trabalhadores do BST e do BCP a participar na
greve a realizar na respetiva instituição.
Esta é uma
causa que respeita a todos os bancários. Não afeta apenas alguns de nós. Chegou
o momento de os bancários fazerem ouvir a sua voz na defesa intransigente dos
seus direitos e dos postos de trabalho.
Contamos
com todos! Por todos!
* Com a
solidariedade do STEC – Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD.
Coimbra,
Lisboa e Porto, 16 de setembro de 2021