SharePoint

BST: sindicatos internacionais escrevem a Ana Botín

15/09/2021

Confederações sindicais internacionais enviaram uma missiva à presidente do Grupo Santander denunciando a situação dos trabalhadores portugueses do Banco Santander Totta (BST) e solicitando uma tomada de posição que acabe com o conflito.

Na carta enviada ontem a Ana Botín, presidente do Conselho de Administração do Grupo Santander em Madrid, os sindicatos internacionais, em apoio aos seus congéneres portugueses filiados na UGT, recordam que desde setembro de 2020 que o Mais Sindicato, o SBC e o SBN estão em conflito com o BST, em defesa dos bancários portugueses.

"Durante este último ano, os trabalhadores do Santander em Portugal foram sujeitos a ameaças e pressões para aceitarem a rescisão dos seus contratos de trabalho e estão agora confrontados com os procedimentos para um despedimento coletivo", denunciam.

"Nós, abaixo assinados, expressamos a nossa profunda preocupação com o comportamento contínuo do Banco Santander em Portugal. Com o pretexto da pandemia de Covid-19 e a aceleração na utilização de ferramentas digitais, o banco mostra um total desrespeito pelo bem-estar dos seus trabalhadores, avançando com os seus planos de reestruturação, independentemente dos apelos sindicais para uma abordagem ponderada", expressam na carta, acrescentando:

"Tal situação prejudica os princípios básicos do diálogo social e deixa em risco de desemprego centenas de trabalhadores em tempos de precariedade."

Nesse sentido, as estruturas sindicais incitam o Grupo Santander a "encetar um verdadeiro diálogo com os sindicatos portugueses e a continuar em busca de uma solução oportuna e mutuamente negociável, no respeito pelos direitos dos trabalhadores, protegendo os seus empregos e condições de trabalho e garantindo o papel desempenhado pelos sindicatos na negociação coletiva".

A carta – subscrita pelas estruturas sindicais ITUC, ETUC, UNI Global Union, UNI Europa e Grupo de Trabalhadores do CESE – termina anunciando que aguardam "com expectativa uma tomada de posição sobre esta matéria".

Leia a versão original e a versão traduzida da carta.